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EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE ARAKI

Galleria Carla Sozzani em Milão até dia 26 de Março

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Créditos de fotografia: Untitled, 2016, © Nobuyoshi Araki / Courtesy de Galleria Carla Sozzani, Milan

Araki Amori é o emblemático título da exposição de fotografia de Nobuyoshi Araki, que se encontra em exibição na Galleria Carla Sozzani em Milão até dia 26 de Março.
Sob a curadoria de Filippo Maggia, a seleção de trabalhos do artista foi feita quase em exclusivo para esta exposição, visto que a maior parte das imagens nunca tinha sido publicada anteriormente.
A exposição assenta maioritariamente nos trabalhos realizados nos últimos dois anos e retrata os temas clássicos explorados por Araki, como a fotografia de nu, retratos de flores e paisagens urbanas.
São apresentadas três composições de mais de 100 polaroids, a cores e a preto e branco, selecionadas e reunidas pelo artista como obras únicas, e um vídeo documentário onde Araki trabalha com uma dançarina Kaori numa sessão de retrato nu realizada no ano passado em Tóquio.

 

Araki, um dos grandes mestres da fotografia contemporânea, é um artista generoso, um explorador incansável do misterioso mundo feminino e das paixões humanas, sempre muito perspicaz nas suas escolhas. Araki explora de forma obsessiva os seus temas sobretudo a sexualidade feminina.

 

Apesar disso e curiosamente, numa conversa com Filippo Maggia, o artista confessa que não conhece absolutamente nada sobre a natureza feminina.

 

Araki afirma que através da sua objetiva, capta a essência das coisas e no caso da mulher, mostra o que ela é, na sua vida quotidiana, na sua sexualidade. Cada uma é diferente da outra e é isso que o motiva a continuar a fotografá-la.

 

Nesta exposição, a figura da mulher aparece de forma menos visível sendo na maior parte das vezes evocada com pequenos objetos como bonecas bailarinas Kaori.

 

Araki pertence à geração de artistas que emergiu do pós-guerra, nos anos 60, enquanto o Japão passava por uma drástica mudança de crescimento económico e urbanização. As transformações sociais e culturais influenciaram-no visivelmente. Araki reflete frequentemente no seu trabalho a herança da cultura japonesa, como é o caso do uso do traje tradicional, o Kimono. Exprime igualmente os medos da atualidade; muitas de suas imagens apresentam monstros míticos, tirados do Kaiju (filmes de ficção científica como Godzilla), que atacam cidades japonesas.

 

Araki Amore, Incontornável, a não perder na Galleria Carla Sozzani, Corso Como 10 20154 Milão, Itália, até 26 de Março.


EXPOSIÇÃO DE ROBERT DOISNEAU

Os anos Vogue

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No âmbito das celebrações do mês da Fotografia de Paris, o Espace Richaud em Versailles, apresenta uma série de fotografias de Robert Doisneau, que podem ser vistas até dia 28 de Maio de 2017.
A exposição apresenta imagens realizadas exclusivamente para a Vogue Paris entre 1949 e 1952. A pedido de Edmonde Charles-Roux que se veio a tornar mais tarde, em 1954, Editor-chefe da Vogue Paris, Doisneau fotografou bastidores de desfiles, festas privadas da alta sociedade da altura e outros eventos exclusivos.
Preciosos momentos foram imortalizados pelo artista e ficaram na história da imagem. As suas fotografias a preto e branco são testemunho dos tempos em que Paris recuperava da segunda Guerra Mundial e se reconstruía como capital da moda francesa demarcando-se como símbolo de elegância e refinamento.
A exposição é acompanhada pelo lançamento do documentário Robert Doisneau, Le révolté du merveilleux, escrito e realizado pela sua neta Clémentine Deroudille e um novo livro com mais de 300 páginas editado pela Flammarion.

 

Espace Richaud
78 Boulevard de la Reine, 78000 Versailles
Até 28 de Maio de 2017

 

Imagem da esquerda: La rotonde de l’Opera de Paris, 1950
Copytright Atelier Robert Doisneau

 

Imagem da direita: Robert Doisneau, Brigitte Bardot for Vogue, 1950
Copyright Atelier Robert Doisneau