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OBJETOS DE DESEJO

Dior, A Roda da Fortuna

 

Pochette DIOR em pele de cordeiro bordada com Roda da Fortuna de Tarot.


DIOR

A Arte da cor

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A Christian Dior Make up celebra a paixão pela cor com a publicação do mais recente livro L’Art de la Couleur pelas as Edições Rizzoli.

Este testemunho traça cinco décadas de história e expõe o percurso dos três últimos criadores artísticos- Serge Lutens, Tyen e o atual diretor de criação e imagem, Peter Philips.

 

Em 1968, o jovem Serge Lutens ascendeu ao cargo de Diretor artístico de maquilhagem revolucionando o mundo da beleza com a criação da coleção Explosion de couleurs, uma coleção de batons com quarenta nuances de cores.

Cerca de 2o anos mais tarde, o seu sucessor, Tyen imagina uma paleta de cinco cores clef de voûte que iria permitir um olhar policrome e inovador.

Em 2014, Peter Philips é nomeado, e perpetua a tradição do uso da cor.

 

Neste livro, as criações Dior são comparadas a obras de arte.

Uma imagem rosa da série Make-Up Art de Serge Lutens de 1972, inspira-se no pontilhismo da obra Poseuse de profil, de Georges Seurat; um rosto com marcas brancas criado por Tyen para a revista Vogue em 2009, é associado a uma estátua de Don Brown ; uma boca vermelha, desenhada por Peter Philips em 2003,  faz referência ao quadro Le Banquet de René Magritte…

A expressão artística e cromática destes três criadores é apresentada ao longo de 12 capítulos em 250 páginas.

Dior, L’Art de la Couleur – por Jerry Stafford (textos) e Marc Ascoli (Direção Artística), Edições Rizzoli, 100€

 

Ver vídeo por Peter Philips – Behind the scenes


LOEWE

Prémio da Fundação para o artesanato

Obra de Patrícia Domingues, Portugal Many&Deliberated, Jewellery Reconstructed lapis lazuli

O reconhecimento dos métodos tradicionais como forma de arte na era digital e a herança manual da marca espanhola, levaram a sua fundação a distinguir o talento de vários artesãos.
Dos requisitos pedidos aos trabalhos a apresentar destacavam-se: respeitar a um ofício no âmbito da cerâmica, metal, mobiliário, têxteis ou vidro, entre outros e ser uma peça única total ou parcialmente feita à mão.
Em Fevereiro foram anunciados os participantes finalistas, onde aparece a portuguesa Patrícia Domingues e a 10 de Abril será divulgado pelo júri o vencedor. Após a atribuição do prémio de 50,000 euros, o trabalho que ganhar será exposto pela Europa, Ásia e América.
O objetivo da Fundação é o de valorizar a originalidade e a utilização moderna de práticas antigas e de elevar o artesanato no contexto cultural atual. Sobre o prémio, Jonathan Anderson, diretor criativo da Loewe, explicou que “o artesanato será sempre atual. Trata-se de criar objetos originais com uma fórmula e linguagem próprias (…)”. Jonathan relembrou ainda a importância do grupo de artesãos que criaram a marca Loewe em 1846, com peças exclusivamente feitas à mão.
A obra de Patrícia Domingues é uma jóia feita a partir de uma pedra de lápis lazúli na qual, depois de fragmentada, foi criada uma cavidade que representa um espaço de visão “para um cenário escondido”. A beleza criada da imperfeição.

 

Por Patrícia Cruz

 

Créditos das imagens à esquerda:

Adi Toch, Reino Unido
Sangwoo Kim, Coreia
Fátima Tocornal, Espanha
Zhilong Zheng, China
Bae Sejin, Coreia
Artesanías Panikua (Antonio, Gabriela and Verónica Cornelio; Bertha Esperanza Villagómez), México
Yoshiaki Kojiro, Japão
Celia Pym, Reino Unido
Brendan Lee Satish Tang, Canadá
David Huycke, Bélgica
Robert Baines, Austrália
Patrícia Domingues, Portugal
Guillermo Álvarez-Charvel, México
Kim Buck, Dinamarca
Kristina Rothe, Alemanha
Helena Schepens, Bélgica