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LOEWE

Prémio da Fundação para o artesanato

Obra de Patrícia Domingues, Portugal Many&Deliberated, Jewellery Reconstructed lapis lazuli

O reconhecimento dos métodos tradicionais como forma de arte na era digital e a herança manual da marca espanhola, levaram a sua fundação a distinguir o talento de vários artesãos.
Dos requisitos pedidos aos trabalhos a apresentar destacavam-se: respeitar a um ofício no âmbito da cerâmica, metal, mobiliário, têxteis ou vidro, entre outros e ser uma peça única total ou parcialmente feita à mão.
Em Fevereiro foram anunciados os participantes finalistas, onde aparece a portuguesa Patrícia Domingues e a 10 de Abril será divulgado pelo júri o vencedor. Após a atribuição do prémio de 50,000 euros, o trabalho que ganhar será exposto pela Europa, Ásia e América.
O objetivo da Fundação é o de valorizar a originalidade e a utilização moderna de práticas antigas e de elevar o artesanato no contexto cultural atual. Sobre o prémio, Jonathan Anderson, diretor criativo da Loewe, explicou que “o artesanato será sempre atual. Trata-se de criar objetos originais com uma fórmula e linguagem próprias (…)”. Jonathan relembrou ainda a importância do grupo de artesãos que criaram a marca Loewe em 1846, com peças exclusivamente feitas à mão.
A obra de Patrícia Domingues é uma jóia feita a partir de uma pedra de lápis lazúli na qual, depois de fragmentada, foi criada uma cavidade que representa um espaço de visão “para um cenário escondido”. A beleza criada da imperfeição.

 

Por Patrícia Cruz

 

Créditos das imagens à esquerda:

Adi Toch, Reino Unido
Sangwoo Kim, Coreia
Fátima Tocornal, Espanha
Zhilong Zheng, China
Bae Sejin, Coreia
Artesanías Panikua (Antonio, Gabriela and Verónica Cornelio; Bertha Esperanza Villagómez), México
Yoshiaki Kojiro, Japão
Celia Pym, Reino Unido
Brendan Lee Satish Tang, Canadá
David Huycke, Bélgica
Robert Baines, Austrália
Patrícia Domingues, Portugal
Guillermo Álvarez-Charvel, México
Kim Buck, Dinamarca
Kristina Rothe, Alemanha
Helena Schepens, Bélgica